Às mulheres meu muito obrigado:
Obrigado por nos mostrar nossas fraquezas e inseguranças, por nos tornar vulneráveis, por abalar nossos maiores medo, por acordar-nos do estável e medíocre. Sendo ora tempestade violenta ora brisa suave, vocês, mulheres, abrem nosso peito a tornados, desafiam nossa firmeza e convicções. Assim, ensinam-nos a permanecer e a lutar pelo que acreditamos. Sobretudo, obrigado por nos lembrar do que realmente somos: livres.
A mulher não se resume a seu corpo, mas a todo seu entorno: sua atmosfera, atitudes, jeitos e bocas. Às vezes é como uma neblina, nega a previsibilidade, mas está em todo lugar. Não se resume a uma face, mas a múltiplas formas. Por não ser estática, é o que pode ser e vice-versa.
Sim, nós, meros homens, precisamos nos deleitar sobre sua existência. Pra ser mais claro: não, não vivemos por vocês, mas através de vocês.
A mulher, em si, é nosso meio, através dela, deglutindo-a, devorando-a, sentindo-a em sua totalidade e presença, mergulhamos sobre seus profundos e obscuros oceanos e ainda além.
A mulher, em si, é nosso meio, através dela, deglutindo-a, devorando-a, sentindo-a em sua totalidade e presença, mergulhamos sobre seus profundos e obscuros oceanos e ainda além.
E então, sob marés de lucidez e ritmo, respiraremos o infinito, a luz e o brilho que dorme em ti com tal intensidade em que não é mais possível distinguir os corpos: a matéria se dissolve em ardor e êxtase, o pensamento se esvai e com ele o tempo. Em um campo sem sombras, como que a bailar sobre o horizonte, tornamo-nos, à margem do ser, uma consciência única e universal: o amor.
Mulheres, pois, sejam sim independentes, mas parem de desperdiçar seus potenciais, não se enclausurem, não se reduzam, vocês são muito além do que imaginam: além da terra ou céu, além da mera compreensão e existência. Vivam a entrega total, o viver plenamente, sejam o sonhar, a arte e o sorrir, dancem sobre a vida como deusas, encantem o mundo com seus mistérios. Vocês são pura energia, dinâmica, poesia, vida...o puro amar.
Quanto aos homens, entendam que as mulheres são divindades. Não tentem analisar ou entender uma mulher:“O coração tem razões que a própria razão desconhece”, como disse Pascal. Mulheres não falam por palavras. Dediquem-se a elas com tudo, mas isso não significa satisfazê-las sempre; ao contrário, significa mostrar que você é convicto no que acredita. Elas irão desafiar suas atitudes e objetivos. Se você vive com uma mulher, sim, ela vai te colocar pra escanteio e vai te desestabilizar, se você permitir.
Quando ela vier com ondas e trovões para cima, não fuja, permaneça. Mostre que você é inabalável, imóvel, resistente, capaz de enfrentar os maiores apocalipses. E então a surpreenda com ainda mais amor, liberdade e humor. E daí o ciclo se repete, sempre. E o que ela valorizará será sempre o momento, não o passado. Não importa se você acertou no passado, mas se é capaz agora; o palco é o momento, tal como na vida. Crie espaço para sua entrega total, conduza-a a lugares e faces que ela nunca imaginou, ao que há além do ser.
Dessa forma, quem sabe, homens e mulheres existirão sob a mesma forma: o amor incondicional.


Caramba,muito lindo o texto...
ResponderExcluirresponde involuntariamente ao que havia lhe perguntado outro dia...
Muito bom mesmo!
Muito bom.
ResponderExcluirNão conhecia seu blog...
Muito inspirador.
"Não vivemos para elas, mas através delas..."
Com certeza
Eu QUERIA MUITO, acreditar em você.
ResponderExcluir*Fã-Simples.