" Mesmo as épocas de opressão são dignas de respeito, pois são obras, não dos homens, mas da humanidade, e portanto da natureza criadora, que pode ser dura, mas nunca é absurda.

Se a época que vivemos é dura, temos o dever de amá-la ainda mais, de penetrá-la com nosso amor, até que tenhamos afastado as enormes montanhas que dissimulam a luz que há para alem delas."

do prefácio de " O despertar dos mágicos"

terça-feira, 26 de julho de 2011

Parte IV - Final : Além do Palco...


O foco é a percepção.

O estado de inquetude interna nos distancia tanto de nós mesmos, quanto mais dos outros. Estamos tão fora do real, que temos que fingir quase que o tempo todo. Não podemos sentir raiva em certos momentos, em outros não podemos sorrir – sempre sob restrições. Mas se nem a raiva é verdadeira, como fica a felicidade?

Parte III: Quando as Máscaras caem..

Link da Parte I e Parte II


O palco é nossa própria mente: inquieta constantemente, falando, coerente, analisando, pensando no futuro e passado. Interessante perceber nosso medo da instabilidade: quando qualquer coisa é incoerente, tal fato nos abala fortemente, ficamos tensos e aguniados, buscando explicações: por que ela fez isso? Por que isso ocorreu? Quem sou eu? A mente, por um momento, trava. Dá um curto-circuito psicológico, não faz sentido, não há explicação coerente. 

Parte II : Montando o Cenário...


Link da Parte I

Ao nascermos, saímos de uma situação aconchegante e cômoda. A saída do bem-estar do útero materno causa um distúrbio enorme, é preciso respirar sozinho, olhar, sentir: uma nova onda de sensações aflora. Nascer dói. E logo buscamos o aconchego de novo, as mães continuam a nos amparar por um bom tempo, ainda é cedo para sairmos sozinhos por aí.


Essa relação do “trauma do nascer” – ou “cicatriz umbilical psicológica”, para alguns autores- , a qual busca atenuar a situação de desamparo , vai sustentar-se pelo resto da vida, caso deixemos. Um exemplo comum é que quando somos forçados a deixar o peito da mãe, tal sensação transfere-se para situações semelhantes a esse momento: passamos à mamadeira, dedo, pirulito, cigarro...Inicia-se a angústia existencial...

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Parte I: Subindo no Palco.

Instantes antes da estréia.

Agunia, tensão, nervosismo, alegria, expectativa, concentração: caldeirão de emoções ainda nos bastidores. Hora de subir no palco. O que nos espera, o que esperam de nós?

Ensaios, suor, treinos constantes, tudo em busca de um objetivo: o momento no palco. Passado, futuro, que importam agora? As cortinam abrem-se, o brilho da luz nos olhos, a platéia é ofuscada, silêncio.

Hesitação.  

                          Voo.




terça-feira, 12 de julho de 2011

Recado às Mulheres e um Apelo aos Homens


Às mulheres meu muito obrigado: 

Obrigado por nos mostrar nossas fraquezas e inseguranças, por nos tornar vulneráveis, por abalar nossos maiores medo, por acordar-nos do estável e medíocre. Sendo ora tempestade violenta ora brisa suave, vocês, mulheres, abrem nosso peito a tornados, desafiam nossa firmeza e convicções. Assim, ensinam-nos a permanecer e a lutar pelo que acreditamos. Sobretudo, obrigado por nos lembrar do que realmente somos: livres.


A mulher não se resume a seu corpo, mas a todo seu entorno: sua atmosfera, atitudes, jeitos e bocas. Às vezes é como uma neblina, nega a previsibilidade, mas está em todo lugar. Não se resume a uma face, mas a múltiplas formas. Por não ser estática, é o que pode ser e vice-versa.



Sim, nós, meros homens, precisamos nos deleitar sobre sua existência.  Pra ser mais claro: não, não vivemos por vocês, mas através de vocês.