Ao nascermos, saímos de uma situação aconchegante e cômoda. A saída do bem-estar do útero materno causa um distúrbio enorme, é preciso respirar sozinho, olhar, sentir: uma nova onda de sensações aflora. Nascer dói. E logo buscamos o aconchego de novo, as mães continuam a nos amparar por um bom tempo, ainda é cedo para sairmos sozinhos por aí.
Essa relação do “trauma do nascer” – ou “cicatriz umbilical psicológica”, para alguns autores- , a qual busca atenuar a situação de desamparo , vai sustentar-se pelo resto da vida, caso deixemos. Um exemplo comum é que quando somos forçados a deixar o peito da mãe, tal sensação transfere-se para situações semelhantes a esse momento: passamos à mamadeira, dedo, pirulito, cigarro...Inicia-se a angústia existencial...