Fugi de mim.
cansei-me, fui-me embora.
de agora pertenço aos ventos
e
às marés de outono,
dos
ardores da terra me nutro
e
de seu ventre, renascerei - de homem a flor.
miúda, ingênua:
viva
raízes tenras e olhar ao céu.
.....
a
dureza humana ao passar me enfraquece
que
há de vida em uma noite sem luar?
.....
pois repito: fugi
não foi repentina nem a vozes
de clamor,
foi rasteira, aos ticos.
foi rasteira, aos ticos.
triz por triz - pois digo: estarei em ti .?
Eis que percebo:
um enjoo de dizer,
.minha falta me sufoca.
- espero me encontrar logo.
Divago
pelas ruas.. pelas esquinas de sábado.
... talvez esteja numa terça.. à
tarde.
Ouvi dizer que estava na chuva – de
outros, pelos campos.
pasárgada, quem sabe?
Sem
sombras, o fato é que sumi.
de um repente, nem pé de mim.
Esteja
eu
Talvez
por aqui, na beira de uma linha torta.
às vezes tropeço pelos versos ou numa rima.
Imposta.
...
na
beira de uma viela qualquer, pelas calçadas
aconcheguei-me
a olhar
A travessa se chama tempo
e ali, num canto do viver
deitava no passado.
